Hoje (30.out.18) em São Paulo milhares de cidadãos em ATO EM SÃO PAULO VAI TER RESISTÊNCIA. Av. Paulista.
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Só posso dizer uma coisa: TÁ LINDO!
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terça-feira, 30 de outubro de 2018
O poder de fato - Generais no Poder
Durante os últimos anos, as
instituições brasileiras estão agindo de forma muito estranha. Mais do que
trabalhar para manter o status quo (que já algo deprimente) com toda a carga de
desigualdade social no Brasil, estão atuando de forma esquisita considerando o
comportamento em período anterior. O STF e o TSE aplicando decisões excepcionais,
e com pesos e medidas muito diferentes a depender a quem se destinam.
Tolerâncias a abusos e crimes eleitorais. Desrespeito à Legislação vigente para
além do que se poderia prever. Nenhum apelo à normalidade é respeitado. Algumas
ações de simulação, mas sem efetividade. O que explicaria isto?
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A presença de um general dentro do STF pode ser
parte desta explicação. Pode-se pensar que o comando de fato do STF, e por
tabela do TSE, já está na mão de um general, o Gal. Fernando Azevedo e Silva,
General do Exército, Chefe-do-Estado-Maior do Exército (EME), eterno comandante
da Brigada Para-quedista, com seu lema BRASIL ACIMA DE TUDO. Este lema com variação também é o do candidato à presidente eleito Jair
Bolsonaro.
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Aliás, vale lembrar que Bolsonaro integrou a Brigada Infantaria Paraquedista e serviu no 8° Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista, período do famoso episódio (final da década de 1980) em que foi acusado de planejar ataques com bomba dentro da Vila Militar (Academia Militar das Agulhas Negras) com objetivo de protestar contra os baixos salários que os militares recebiam na época. (o caso foi arquivado, e Bolsonaro inocentado e logo depois foi para a reserva - com patente de Capitão - e iniciou sua carreira política como vereador no Rio de Janeiro.
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E por falar em baixos salários do militares, vale ver a declaração do general Fernando Azevedo e Silva, há poucos meses (agosto/2018):
“Os constantes desafios a que as Forças Armadas vêm sendo submetidas, muitos deles alheios à nossa destinação principal, não têm recebido, das esferas competentes, o merecido reconhecimento, justo e digno, principalmente quanto ao orçamento e à remuneração do nosso pessoal”
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No período de 2014 a 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro destinou mais de 45 milhões de Reais em emendas parlamentares para atividades relacionadas às Forças Armadas.
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O gal. Fernando Azevedo e Silva foi nomeado assessor da Presidência do STF pelo Presidente do STF, ministro Dias Toffoli.
O gal. Fernando Azevedo e Silva, segundo a Revista Época, participou de um grupo formulador de propostas para a campanha de Jair Bolsonaro.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Entrevista à Rede Record, SBT - Bolsonaro 29/10/2018
Em entrevista à Record, o
jornalista pergunta sobre a relação de Bolsonaro com a oposição. Ele afirma que
a oposição é bem-vinda, mas não oposição por oposição. Em seguida, responde
quanto ao recado das urnas, que vai governar para 208 milhões de pessoas, e diz
que o Brasil está mergulhado na mais profunda crise ética, moral e econômica.
No entanto, que não será um partido ou pessoa que solucionará tudo isto,
pedindo ajuda com sugestões e ideias.
Em relação, ao perfil do Congresso eleito,
diz que já iniciou as conversas com os parlamentares, e que semana que vem
começa conversas com o presidente Temer, já buscando acelerar a aprovação da
Reforma da Previdência, para evitar problemas para seu futuro Governo, e para
evitar pautas bombas relativos aos deficts financeiros. Em relação ao teto do
gasto, diz que é importante, mas que a própria crise com economia deficitária
não teria mesmo como investir mais. Diz que precisa destravar a economia do
Brasil, desburocratizando, desregulamentando e buscar maneiras que os
investidores, empreendedores, patrões, empresários e comerciantes tenham meio
de empregar gente sem grande burocracia. Acredita que, outros fatores podem ser
importantes, por exemplo, bom resultado na questão da segurança, a economia
será automaticamente ajudada. Falou em diminuir o tamanho do Estado, evitando,
no entanto, o toma lá dá cá.
Fala que grande parte dos parlamentares são
pessoas honestas, mas que não querem mais continuar agindo via líderes
partidários. Afirma que vai trabalhar individualmente com cada parlamentar.
Afirma que vai diminuir os cargos de comissões, de ministérios. O cartão
corporativo deverá continuar existindo com limites. Vai priorizar o uso de
viagens em aviões de carreira. Diz que tem escolhido pessoas muito responsáveis
e que não precisará o presidente encima deles para controla-los nas questões
éticas. Citou nomes de seu ministério, tais como, Paulo Guedes (min. Economia),
Onix Lorezonni (Casa Civil), gal. Heleno (min. Segurança), e talvez o nome de
cel. Marcos Pontes (min. Ciências e Tecnologia). E desautoriza outros nomes.
Quanto ao nome do juiz Sérgio Mouro, diz que irá convidá-lo sim, ou para o Min.
da Justiça, ou para o STF. Afirma que ficou no passado algumas questões
relativos ao STF, tais como aumentar o número de ministro do STF. Quanto às
minorias, diz que não sabe o são minorias. Fala em igualdade para todo mundo.
Diz
que recebeu telefonemas de vários presidentes e que todos foram protocolares,
mas que ficou muito feliz. Quanto a Mercosul, avalia que está muito
supervalorizado, e que deve diminuir sua importância, afirmando que houve
problemas de desonestidade de alguns países durante o Governo do PT. Fala que a
Venezuela não deveria ter entrado no Mercosul, e deveria mesmo depois de
entrado, não deveria mais participar do Mercosul. Falou que em conversa com
autoridades de outros países, em relação à Venezuela, foi solicitado que o
Brasil participe de uma forma ou de outra para solucionar este problema.
Criticou o Governo do PT em relação à questão da Venezuela.
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ENTREVISTA AO SBT
Em entrevista ao SBT, repetiu
muito do que já havia falado à Rede Record. Acrescentou que há diferenças entre
a reforma da Previdência de sua equipe em relação à proposta pelo Governo
Temer, mas que apesar disto é importante verificar o que pode ser aprovado
agora, e garantir isto. Reafima que vai enxugar a máquina o máximo possível, e
quer fazer entrar mais dinheiro no Tesouro sem aumentar a carga tributária.
Informa que na semana que vem vai nomear os nomes para a Equipe de Transição.
Fala que em relação ao povo, diz que vai respeitar a maioria, sem perseguir
ninguém, mas volta a falar em crise ética, moral e financeira.
Ao anoitecer do dia 29 de outubro de 2018
As notícias do dia 29 de outubro de 2018, um dia após o resultado das eleições presidenciais em segundo turno, informavam diversas mortes e agressões País afora, em todos as regiões, ligadas a questão das armas, e violência prometida pelo candidato eleito Jair Bolsonaro. E o que nós testemunhamos à noite, em entrevistas a diversos canais de televisão, foi a promessa de aumentar esta violência armando a população, por garantir a posse de arma e flexibilizar o porte de armas, citando diversos exemplos, especialmente os homens do campo e os trabalhadores do transporte de cargas rodoviários. Ao se referir às forças policiais, citou que infratores seriam submetidos à Lei ou "ao abate". Enfim, teremos nos próximos anos, muitas Pietás.
Ao raiar do dia 29 de outubro de 2018
Lutamos firmemente até o último segundo. Não descansamos. O adversário se comportou como inimigo, e não seguiu as regras estabelecidas. Mas mesmo assim, não saímos do campo, e encaramos a luta. Ao final do turno, o inimigo venceu aquela batalha, mas não significa que tenha vencido ao final. Estamos de pé. Resistentia.
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