Em entrevista à Record, o
jornalista pergunta sobre a relação de Bolsonaro com a oposição. Ele afirma que
a oposição é bem-vinda, mas não oposição por oposição. Em seguida, responde
quanto ao recado das urnas, que vai governar para 208 milhões de pessoas, e diz
que o Brasil está mergulhado na mais profunda crise ética, moral e econômica.
No entanto, que não será um partido ou pessoa que solucionará tudo isto,
pedindo ajuda com sugestões e ideias.
Em relação, ao perfil do Congresso eleito,
diz que já iniciou as conversas com os parlamentares, e que semana que vem
começa conversas com o presidente Temer, já buscando acelerar a aprovação da
Reforma da Previdência, para evitar problemas para seu futuro Governo, e para
evitar pautas bombas relativos aos deficts financeiros. Em relação ao teto do
gasto, diz que é importante, mas que a própria crise com economia deficitária
não teria mesmo como investir mais. Diz que precisa destravar a economia do
Brasil, desburocratizando, desregulamentando e buscar maneiras que os
investidores, empreendedores, patrões, empresários e comerciantes tenham meio
de empregar gente sem grande burocracia. Acredita que, outros fatores podem ser
importantes, por exemplo, bom resultado na questão da segurança, a economia
será automaticamente ajudada. Falou em diminuir o tamanho do Estado, evitando,
no entanto, o toma lá dá cá.
Fala que grande parte dos parlamentares são
pessoas honestas, mas que não querem mais continuar agindo via líderes
partidários. Afirma que vai trabalhar individualmente com cada parlamentar.
Afirma que vai diminuir os cargos de comissões, de ministérios. O cartão
corporativo deverá continuar existindo com limites. Vai priorizar o uso de
viagens em aviões de carreira. Diz que tem escolhido pessoas muito responsáveis
e que não precisará o presidente encima deles para controla-los nas questões
éticas. Citou nomes de seu ministério, tais como, Paulo Guedes (min. Economia),
Onix Lorezonni (Casa Civil), gal. Heleno (min. Segurança), e talvez o nome de
cel. Marcos Pontes (min. Ciências e Tecnologia). E desautoriza outros nomes.
Quanto ao nome do juiz Sérgio Mouro, diz que irá convidá-lo sim, ou para o Min.
da Justiça, ou para o STF. Afirma que ficou no passado algumas questões
relativos ao STF, tais como aumentar o número de ministro do STF. Quanto às
minorias, diz que não sabe o são minorias. Fala em igualdade para todo mundo.
Diz
que recebeu telefonemas de vários presidentes e que todos foram protocolares,
mas que ficou muito feliz. Quanto a Mercosul, avalia que está muito
supervalorizado, e que deve diminuir sua importância, afirmando que houve
problemas de desonestidade de alguns países durante o Governo do PT. Fala que a
Venezuela não deveria ter entrado no Mercosul, e deveria mesmo depois de
entrado, não deveria mais participar do Mercosul. Falou que em conversa com
autoridades de outros países, em relação à Venezuela, foi solicitado que o
Brasil participe de uma forma ou de outra para solucionar este problema.
Criticou o Governo do PT em relação à questão da Venezuela.
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ENTREVISTA AO SBT
Em entrevista ao SBT, repetiu
muito do que já havia falado à Rede Record. Acrescentou que há diferenças entre
a reforma da Previdência de sua equipe em relação à proposta pelo Governo
Temer, mas que apesar disto é importante verificar o que pode ser aprovado
agora, e garantir isto. Reafima que vai enxugar a máquina o máximo possível, e
quer fazer entrar mais dinheiro no Tesouro sem aumentar a carga tributária.
Informa que na semana que vem vai nomear os nomes para a Equipe de Transição.
Fala que em relação ao povo, diz que vai respeitar a maioria, sem perseguir
ninguém, mas volta a falar em crise ética, moral e financeira.

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