O Governo dos Generais em 2019 assume uma nova face, agora sob a fachada de Jair Bolsonaro.
Este Governo se iniciou mais fortemente a partir de 2015, embora durante o primeiro Governo Dilma já estivesse lá preparando o terreno.
Direcionaram ações e proposições legais, que o Governo Dilma assumiu como seus, mas que serviram para sustentar a etapa posterior do Golpe.
Deram vários sinais de que não tinham interesse em voltar ao poder, ao mesmo tempo que não puniam os militares reformados mais audaciosos (aqueles que não conseguiam segurar a língua, e já antecipavam os planos dos Generais).
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Um golpe bem feito não pode (atualmente) ser realizado de afogadilho. Tem que ser feito em etapas para gerar empatia e apoio da sociedade. Mas tem que ser robusto suficiente para garantir força na tomadas das Instituições (judiciárias, legislativas e executivas).
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Depois de diversos pleitos eleitorais em que não conseguiram emplacar seus candidatos prediletos, aceitaram um mais esquisito. Acredito que tenham em mente que se possa dar um trato no candidato eleito. Um Capitão obedece a um General. (e o um Presidente Capitão é apenas um Capitão).
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Sequestrar o STF (e por tabela o TSE) foi necessário, mas é daqueles sequestros em que as vítimas (togadas) não se sentem tão vítimas. Até acreditam que fazem parte do plano. Imbecis.
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O Executivo, com mentalidade moldada na AMAN, não é uma dificuldade de comandar, especialmente um capitão que foi expulso (de certa forma!).
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O complicado poderia ser o Legislativo, mas com bancadas tão amigas, isto facilita.
Agora o Executivo coloca um general (alguns acreditam com boa formação!) nas relações com o Legislativo. Bom, na conversa com um General tenho dúvidas de a imunidade parlamentar é imune ao Cacete(te)!
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E assim vamos de General em General, a corrupção agora é Militar (e como da outra vez, só para dividir um pouquinho da corrupção Civil), afinal, com vacas tão gordas, por que não pegar um pouco de leite e queijo para os Fardados?
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Em tempo: Toffoli após nomear o primeiro General como "consultor" e ceder este para o Executivo, chama (por "livre e espontânea" vontade) mais um General. É que Supremo mesmo tem que ser da Guerra.
Em tempo: o inimigo é interno. O inimigo é o povo.
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